Mais um passo rumo a regulamentação no Brasil.

Boa tarde galera!

Nessa semana saiu um Post muito bacana na PokerNews falando sobre uma possível regulamentação dos jogos (de azar ) no Brasil, é o que eles chamam basicamente lá de “gambling”. Como a regulamentação iria englobar todos os jogos o nosso Poker entraria e muita coisa mudaria para nós. Como achei o texto bem bacana pedi, pedi autorização para traduzir e postar aqui. O link original, em inglês é esse daqui: http://www.pokernews.com/news/2015/09/brazil-considering-to-pass-gaming-legislation-22848.htm

Segue a tradução, com algumas alterações para ficar mais claro em português:

Brasil considera Regulamentação do jogo para ajudar no orçamento.

O Brasil está considerando seguir em frente com a regulamentação do jogo para ajudar a balancear o orçamento, que foi recentemente apresentado pela Presidente Dilma Roussef ao Congresso na semana passada, que prevê um corte de $17bilhões em gastos.
O editor da Poker Industry Pro Jocelyn Wood reportou que Dilma fez uma consulta com ministros do alto escalão e lideranças políticas para analisar a viabilidade e o apoio a uma nova legislação que busca regulamentar e taxar o jogo aqui no Brasil.
O debate sobre se a regulamentação deve acontecer ou não é bastante controverso, entre aqueles que defendem há o Senador Ciro Nogueira. Ele defende que a simples proibição não funciona e há uma quantidade enorme de receitas que podem se originar do jogo.
O Senador introduziu um projeto de lei em 2014 que tinha como proposta taxar todos os tipos de jogos, o que muitos acreditam que se tivesse sido aprovada, estaria ajudando nesse momento de crise.
“De acordo com alguns estudos, se regulamentado, o mercado do jogo online pode trazer ao Estado novas receitas no valor de pelo menos R$15 bilhões por ano” Diz, Ciro Nogueira.
Adicionalmente, Ciro Nogueira argumentou contra os críticos do projeto de lei que “Uma relação de proibição com o jogo não funciona, a verdade é que ninguém vai deixar de jogar só por que ele não é permitido.”.
Outro argumento a favor é que o apesar da falta de regulamentação dos jogos online no Brasil, muitos continuam a jogar em sites não licenciados.
“A atual legislação contra os jogos (de azar) não impede o jogo no Brasil, hoje em dia o mercado clandestino movimenta mais de R$18 bilhões todo ano.” Explicou Ciro Nogueira no ano passado.
Apesar do apoio ao projeto de lei para uma regulamentação, há muitos no país – Especialmente a bancada Evangélica – que são moralmente contra a regulamentação dos jogos.
O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha é indicado pelo “Poker Industry Pro” por ser o maior articulador contra a regulamentação dos jogos. Entretanto, ele acredita que devido aos problemas econômicos do país um projeto de lei tem grandes chances de se transformar em lei.
“Um País que depende do jogo de azar para equilibrar suas contas é como um trabalhador de baixa renda que cai ao Casino para pagar suas despesas” Afirmou Cunha. “Nós não podemos ir para o Casino para resolver nossos problemas.

Qual é o seu jogo?

É até que normal quando a gente fala a palavra “Poker” na mesma hora associarmos com o “Texas Hold’em”… O mesmo acontece quando falamos só Hold’em e esquecemos que tem um monte de jogos que são Hold’em e não são Texas, como Omaha por exemplo. E quando o assunto fica mais específico e nos restringimos a “Torneio”, “Sit & Go” e “Ring Game”? Você já parou para pensar que assim como História e Geografia são matérias de humanas e são coisas distintas, Ring Game, Torneio e Sit & Go, apesar de serem poker são coisas distintas? Não basta escolher entre um estilo e outro só por que viu na Tv ou admira alguém, ele tem que ser compatível com sua disponibilidade e características pessoais.

BSOP-MILLION-2014-6011_post4.jpg

Ivan “Ban” Martins

Lembro de quando estava começando e já vi muito desse questionamento dos alunos que passam lá pelo QG Akkari Team, muitos acabam cada dia jogando uma coisa e não se especializam em nenhuma, então vamos traçar algumas das características de cada jogo que podem ajudar nessa escolha:

Torneios:
Os torneios normalmente levam algumas horas para chegar até o seu final, é normal fazermos sessions de várias horas, não dá para começar a jogar sabendo que à noite tem que sair por que tem um jantar familiar, o que vai fazer?! Deixar o torneio sitting out ? Não dá né! A sua disponibilidade de tempo é um dos primeiros pesos que tem que colocar na balança se está apto ou não para os torneios. Outro aspecto é o tamanho do field, o que torna invariavelmente a variância maior, seu estômago tem que estar preparado para isso, o longo prazo pode demorar a chegar e alguns meses no ganha pouco e perde pouco pode ser normal. Há também a adrenalina das retas finais, a emoção de cravar, que só os torneios proporcionam. Nada mais gratificante que abrir o lobby e ver que bateu um field de mais de 2mil cabeças ou estar em uma reta final de um torneio ao vivo, aquela mesa final de LAPT ou BSOP que vai juntar todas as forças do mundo para exercer o seu melhor Poker.

Sit And Go:
Aqui a gente tem uma infinidade de variáveis: os Heads Up, os 6max, os full ring, de várias mesas – que se assemelham aos torneios – e por ai vai. Fazer essa escolha também é fundamental, o torneio nada mais é que um grande sit and go, então se a variância lá é maior, aqui naturalmente será menor, é um jogo mais mecânico, em que uma hora praticamente todas as decisões se dão no pré flop e é equidade vs equidade. O trabalho é aquele de formiguinha, seu ROI será menor mas seu volume maior. A adrenalina de um heads up de Sit and Go não se compara ao de um torneio, mas você irá passar por isso diversas vezes no dia, tendo que dar o seu máximo, por que a diferença entre ser segundo ou primeiro vai contar bastante.

Cash Games:
No torneio começamos deep e entramos em uma fase que raramente temos mais de 50bbs, nos Sits a coisa mais natural é termos 10bbs, no cash game, salvo raras estratégias, sempre teremos mais de 100bbs, o que torna o jogo mais linear e matemático. É preciso conhecer o adversário para saber exatamente em qual rodada você pode expulsar ele do pote ou qual a linha ideal para extrair valor. É claro que algumas dessas características encontramos em outros jogos, afinal precisamos acumular fichas, mas aqui a cada momento é hora de entrar na mente do oponente e maximizar os lucros e minimizar as perdas. O trabalho também é de formiguinha, de operário por assim dizer, onde a disciplina tem que ser constante ou um pote pode colocar em risco uma sessão inteira e horas trabalhadas.

É isso ai pessoal, um pouco sobre cada formato! Espero que ajude na hora de escolher o que é melhor e lembrem-se de pesar todas as variáveis. É fundamental até um auto conhecimento nesse momento.

Boa sorte nas mesas, sejam elas quais forem!

Abraços,
Ban

Do online ao live.

(Texto originalmente publicado na Revista Flop de ago/set/2015, sem a edição e correções do Ari Aguiar.)

“Faz algum tempo que eu simplesmente me apaixonei pelo jogo ao vivo, para mim que conheci o Poker e joguei por muito tempo somente online, ainda é uma coisa totalmente nova e cheio de aprendizado.

A cada torneio ou conversas sobre Poker, vem tópicos novos falando de características do jogo ao vivo, como potencializar a leitura de pessoas, de ranges, como deixar seu foco a mil já que está em apenas uma mesa e não nas dezenas do jogo online.
Sempre que possível, eu falo nos artigos que Poker é um jogo de pessoas, as cartas estão lá para dar a graça da filada, também precisamos definir o nosso range, dos adversários, quanto mais conhecemos aqueles que estamos jogando contra nós, melhor vamos fazer. Não sei o número exato mas a grande maioria dos jogadores que compõe o “field” são de jogadores recreativos, 90% talvez?! Então vamos pensar um pouco mais neles.
Hoje em dia estou jogando live sempre que tenho oportunidade, às vezes duas ou três vezes por semana e tive a oportunidade de conhecer muita gente bacana, fazer algumas amizades e ser alvo de escutar parada em alguns breaks, como é mais que normal. A maioria das pessoas que jogo, como disse, uns 90%, são de jogadores recreativos, que estão ali por puro divertimento. Como qualquer ‘moleque’ que estava vindo do online, a primeira coisa que pensei foi “oba, um monte de tio para eu fazer ficha”. Vim com esse estereótipo na cabeça e como qualquer estereótipo e generalização causa mais dor de cabeça do que exito. Com o passar dos torneios, fui percebendo que mesmo alguns deles nunca tendo aberto um livro de poker, assinado uma escola de Poker, às vezes eles causavam problemas na mesa da mesma maneira como os “estudiosos” do online, eles tinham qualidades que faziam ganhar um ou outro torneio, colocar a gente na porta em alguns boards “catrupes” e por assim vai. Fiquei pensando: se não acreditamos em “feeling” e eles não estudam, como alguns deles podem jogar bem ?! Depois de um tempo pensando nos motivos cheguei a conclusão que eles tem até algumas vantagens sobre o jogador dito ‘regular’, que está lá na mesa em busca do seu ganha pão. Perceber e entender essas pessoas e os motivos que as levam a jogar um torneio bem, me fez jogar melhor contra elas, separei alguns pontos que servem de reflexão eu que às vezes esquecemos:
Pressão do dinheiro – A maioria dessas pessoas que jogam, já são bem sucedidas na vida, tem seus negócios. O dinheiro por mais que seja dinheiro, não vai fazer falta na vida delas, é algo que foi separado para a diversão, para o hobby. Diferentemente de quem está começando agora na vida de modo geral, que tem pressão de contas a pagar, de que venha algum resultado. Não é raro a gente ver pessoas literalmente limpar o bankroll para jogar um torneio e qual a chance dessa pessoa jogar bem?! Com certeza bem menor do que aquele que está despreocupado e só está em mais um dia de diversão. Sem falar que para muitos ainda há a pressão de “não fazer feiura” ao contrário de alguns recreativos que primeiro não sabem que estão fazendo uma barbaridade, segundo, não estão nem ai.
Regular não tão regular – Assim como para alguns o hobby de quarta feira é o futebol com os amigos, o do final de semana o churrasco em família, vi que tem jogadores, mesmo que recreativos que jogam todo santo torneio e há um bom tempo! Conheci pessoas que jogam a mais de 5 anos o mesmo torneio. Bom se ela não aprende o caminho das pedras por um coaching ou escola de Poker, algumas delas aprenderam o caminho da maneira mais dolorosa o possível, na tentativa e erro. De tanto jogarem, de uma forma indutiva sabem de algumas coisas que dão certo e outras que dão errado. Sem o embasamento técnico, óbvio que, vão errar mais do que acertar, mas acabam acertando em uma frequência que as fazem chegar na reta final de algum torneio, sem contar com aquela ajudinha do baralho que sabemos que não podemos contar mas vem de vez em quando.
Experiência de vida – Às vezes até de forma pejorativa, nos referimos a alguém como “tiozão” nas mesas, geralmente aquele senhor mais velho que faz um monte de baralhada. O que esquecemos é que essas pessoas podem ser grandes empresários, empreendedores que mesmo não dominando a técnica de algumas jogadas, dominam pela sua experiência de vida requisitos básicos para ser vencedor no Poker como coragem, raciocínio lógico, competitividade e na minha opinião o mais importante: algumas dessas pessoas conhecem e sabem lidar muito bem com outras pessoas, reconhecendo rapidamente suas tendências e sabendo colocar pressão no lugar correto.
Diversão – Como disse já nos parágrafos anteriores: o que para um é trabalho para a imensa maioria é simples diversão! Enquanto o jogador regular está lá na mesa fazendo um monte de notas mentais, colocando cada jogador em um range, o recreativo está lá literalmente brincando na mesa, se divertindo e usando aquele momento como um passatempo, onde esquece dos problemas do trabalho, está movido mais a adrenalina do que qualquer outra coisa. Cada pote ganho é uma alegria, raramente pensa se utilizou o size correto ou se poderia ter jogado a mão de uma maneira melhor. Ele não tem nenhum peso, não tem compromisso com nada e ninguém. Só quer terminar o dia, se tiver um pouquinho de sorte, com um troféu na mão.
Esses são só alguns pontos de uma infinidade que existe nas mesas de Poker, entender os motivos que levaram aquela pessoa até a mesa de Poker é uma das variáveis na hora de colocar a pessoa em um range por exemplo. Toda teoria que estudamos, toda a biblioteca de mãos que criamos em nossa mente, só faz sentido se sabermos exatamente contra quem jogar e como jogar. Masterizar a teoria do Poker também é masterizar como as pessoas pensam e para isso precisamos entender quem são elas, o que fazem da vida, o que acham de determinada situação etc. Imagine o seguinte cenário: bolha de mesa final do PCA, quem vai sentir mais a pressão do dinheiro?! Um jogador em busca de resultados ou um alto executivo que está ali pela simples alegria de ver um flopinho?!
Por isso acho bacana na mesa conversar o tempo todo com pessoas, particularmente não gosto de fone de ouvidos, raramente usei. Quanto mais informações tivermos, quanto mais sabermos daquela pessoa que está do outro lado da mesa, melhor vamos montar o quebra cabeça que é uma mão de Poker e assim teremos mais exito.”

Um atalho para o WCOOP

(Texto originalmente publicado no Blog Oficial do PokerStars, link )

 

No domingo começa de vez o WCOOP (World Championship Of Online Poker), mas nessa semana já tem os Phase (como se fosse o dia 1 de torneios live) e faz um bom tempo que já temos os satélites. É sobre eles que quero falar rapidamente!

ban_blog_wcoop.jpg

Ivan “Ban” Martins

O buying dos torneios do WCOOP não são tão expressivos como o do SCOOP mas estão fora da grade de muito jogador, principalmente daqueles que estão começando. Um caminho adotado por muitos, inclusive por mim, é buscar nos satélites uma forma de entrar nos torneios mais legais do ano, que tem a melhor estrutura e premiação.

Existem inúmeros tipos de satélites, mas vou dar a dica sobre dois deles especificamente:

* Turbo Deep:

Eles começam com muitas fichas e são turbos, oferecem uma boa quantidade de vagas e são bem legais. A maioria dos regulares, até por estar em muitas mesas e dominar o jogo short, entra só no finalzinho do late. Uma forma de explorar isso, para quem joga poucas mesas e não domina tão bem o push ou fold, é justamente fazer o contrário: entrar desde o early game, eles são turbo então você não vai passar dias ali. No early game há mais jogadores ruins, com vontade de explodir o torneio e sem paciência, você vai poder explorar mais e chegar na fase final do late register com um stack saudável e escapar um pouco da variância do push ou fold. Em resumo, vai ter mais jogabilidade.

* Turbo 2x e 3x:

Tem muitos torneios satélite desse formato e é um dos melhores, apesar de muita gente chamar de “bingão”. Se você entender a estrutura e ajustar os ranges, tem muita estratégia envolvida. Um erro que vejo sempre é as pessoas entrarem e sairem antes do período de rebuy acabar, é normal fazer vários rebuys nesse formato, então esteja preparado, se não estiver, opte por um freezout. Para a gestão de bankroll sempre pense no valor do buyin x10 ou x15, que serão os rebuys a serem feitos, e seeeeempre faça o addon, eles representam alguns blinds que podem (e vão) fazer a diferença. Outra dica, você estará muitas vezes em all in mode, então não precisa fazer rebuy duplo, no final das contas vai dar no mesmo, então opte pelo rebuy único que será mais vantajoso!

Texto papuft, mas com algumas dicas valiosas para quem quer jogar o WCOOP de maneira mais barata! Boa sorte nas mesas e vamos torcer para o Brasil encabeçar o ranking!

Abraços,
Ban

As regras do jogo!

(Texto originalmente postado no blog do SuperPoker, link aqui )

 

Recentemente a TDA ( Associação de diretores de torneios ) fez o upgrade de algumas regras, baseado em um post do Pocket Fives, separei algumas dessas regras que são interessantes.

Vale lembrar que elas ainda precisam ser adotas nos torneios que do Brasil. Citei algumas interessantes e coloquei umas observações minhas.

 

 

2 – Responsabilidades do Jogador.

Essa regra visa a fluidez do jogo, onde o jogador deve fazer zelar para o jogo andar, estar atento às ações, manter suas cartas visíveis e avisar se ele acreditar que um erro foi cometido.

 

Obs. A parte negritada é bem interessante, já vi muito no live o jogador questionar-se se deve ou não avisar quando viu algum erro ser cometido, agora está explicito na regra.

 

3- Termos de Poker.

 

O jogador deve saber a terminologia básica quando está participando de um torneio. Tem que saber os termos como ‘bet’, ‘raise’, ‘call’ ou ‘fold’. Os jogadores também deve estar consciente dos seus gestos à mesa. A regra atualizada diz que bater na mesa é check e que é responsabilidade do jogar deixar suas intenções claras. Usar qualquer gesticulação ou termo fora do usual é por conta e risco do jogador.

 

14-

Essa regra diz que o jogador mesmo que tenha foldado sua mão mas que ela ainda esteja identificável, pode voltar atrás. Só não vale se já tiver tocado o muck (o restante das cartas que estão lá com o dealer).

 

Obs- o cara jogou as cartas, ela ainda está la no meio, dá para voltar atrás!

 

17:

A regra falava que se o jogador está sem cartas ou se muckou/foldou suas cartas sem showdown não tinha o direito de perguntar pelo showdown alheio. A regra atualizada diz que qualquer jogador que pagou uma bet no river tem o direito inalienável de ver a mão do último agressor da mão, se solicitado, desde que a mão do jogador não tenha tocado o muck.

 

27 – Chamando o Clock.

Agora qualquer jogador pode chamar o relógio para qualquer jogador, não precisa estar na mesma mesa.

 

Obs. viu o cara enrolando na mesa ao lado para entrar itm?! só chamar o floor, não precisa estar na mesma mesa.

 

 

29- Última carta do baralho.

Antigamente se você não estivesse no seu lugar ao iniciar a distribuição das cartas você tinha sua mão como foldada. Depois de muitos pedidos, agora é ao término da distribuição das cartas. Vai ajudar quem gosta de patinetar pelo salão e volta correndo para a mesa 😀

 

Obs. Daniel Negreanu pentelhou tanto que conseguiu!

 

37- Prevalece a ação anunciada.

Se um jogador faz anuncia sua ação e faz outro movimento com as fichas, prevalecerá a ação verbal. Da mesma maneira que se o jogador anuncia um valor de aposta, tem o mesmo efeito que se ele quietinho coloca aquele valor em fichas.

 

Obs- Essa é uma dica bacana para o live, sempre anuncie a ação, assim não tem perigo de missclickar um bet/call/raise. É valioso para quem não tem muita experiência.

 

39.

Se um jogador faz uma declaração verbal (call, raise), ele estará comitado com o ação como um todo, mesmo que ele não esteja prestando atenção e não tenha visto que um jogador estava em all in por ex. Da mesma maneira que um jogador que da call com uma quantia menor em fichas, sem declaração verbal, terá que completar o valor.

 

Obs. Não viu o all in do cara e disse call achando que só tinha um raise?! Não tem chororo.

De hobby a profissão

(Texto originalmente publicado na Revista Flop de mar/2015, sem a edição e correções do Ari Aguiar.)

 

Quem começa a jogar Poker uma hora ou outra pensa na profissionalização, em viver de Poker e transformar aquele hobby em profissão e isso é normal e praticamente inevitável. Em todos os outros hobbies que praticamos raramente temos essa opção, normalmente não temos habilidade o suficiente para o tênis, a idade já passou para o futebol e assim vai.

A cada curso no QG Akkari Team, passam mais de 30 pessoas, ao todo está quase chegando na casa das 1000 pessoas que por ali passaram, e conversando com cada uma delas, junto com essa vontade ou da profissionalização ou de tornar oficialmente o Poker como um hobby lucrativo vem um monte de dúvidas, dúvidas sobre reta, setup, rotina de estudo e de grind.

 

A reta e rotina de grind.

Principalmente para quem joga torneios é necessário ter uma grade de torneios específicas e seguir dias e horários pré definidos, o que é contraditório para alguns já que deixaram a rigidez do trabalho normal buscando a flexibilidade do Poker ter disciplina.

Ter uma rotina pré definida, principalmente nos torneios é essencial, os torneios são uma maratona, longas horas e você precisa estar preparado naquele momento, não existe por exemplo, começar a jogar sabendo que no meio da tarde tem que buscar as crianças na escola, da mesma maneira, que se você morar sozinho, muito provavelmente terá que preparar toda a alimentação do dia antes de começar a jogar, ou você vai sair correndo no meio da session para atender o delivery? Sem falar que delivery normalmente é sinônimo de má alimentação, o que não combina com quem precisa cuidar do corpo para ter um melhor desempenho no decorrer do dia.

A disciplina com os torneios em si também é essencial, seja na questão do bankroll onde você vai buscar a melhor maneira de ganhar com o menor risco de quebrar quanto dos torneios em si, ou a disciplina com os horários, onde não basta saber a hora que vai começar mas ter a disciplina de parar quando a session está ficando muito longa, sem falar que é normal ter horas de pico o meio da sessão, quando você está habituado com aquela grade também está preparado para essas partes do dia, não é pego de surpresa e sabe administrar bem a quantidade de telas a mais.

 

O Setup.

 

O setup nada mais é do que o seu local de trabalho, englobando o seu computador e todos os periféricos, é claro que estamos falando de jogadores online. Você não só precisa ter um computador preparado para os programas de auxílio como o Holdem Manager, ICMizer e Holdem Resoucers mas acima de tudo precisa de um computador relativamente novo onde o “risco de dar pau” seja pequeno, com a manutenção em dia. Já imaginou se seu computador queima no meio da reta de domingo? Por isso é sempre bom ter um backup, uma alternativa para aquele momento indesejável, ter uma segunda alternativa nesse caso é sinônimo de não perder dinheiro e desenvolver em sua plenitude a sua profissão.

E não é só de computador e periféricos que estamos falando o mesmo vale para internet, um no-break e tudo que possa de alguma maneira parar de funcianar.

Rotina de estudos.

Já teve texto meu aqui e sempre enfatizo no blog, então nunca é demais falar sobre esse ponto, é simplesmente essencial, é o jogo antes do jogo.

Na agenda que montar para o seu jogo, você tem que ter dias específicos para estudar ou horários. Eu por exemplo, nas sextas feiras separo para os estudos, bate com os coachings que temos no Akkari Team e depois revejo minhas sessões e assisto alguns dias. Nas terças feiras faço antes de começar o grind. Na terça feira em específico dá para ver muito a diferença, antes de sentar às mesas meu cérebro já virou a chave para o Poker, chego jogando muito melhor do que um dia que almoço, relaxo um pouco e depois começo a session.

Um cronograma de estudos vai te dar a oportunidade de evoluir junto com o jogo, o Poker evolui a cada dia, e precisamos correr para não ficarmos defasados. As formas de estudos são diversas, nos vídeos por exemplo, há as escolas de Poker como o CT SuperPoker, há os coachings particulares onde além de dar aulas o que me força a estudar e pensar o jogo também tem aqueles eu que eu estou do lado do aluno, aprendendo com os melhores. E por fim, há as ferramentas, como eu disse lá em cima, utilizamos o Holdem Manager e Poker Tracker como auxílio nos estudos, que separam nossas mãos e as transformamos em estatísticas, há o ICMizer onde analisamos a matemática envolvida em uma mão e o Equilab onde vemos a equidade por de trás de uma mão. Esse tema de softwares de apoio pode ser um excelente tema para um artigo futuro.

 

Esses são só alguns pontos em que quando você for buscar a profissionalização terá que adaptar e levar bem a sério, existem muitos outros e nem se tivéssemos uma revista Flop inteira não conseguiríamos abordar todos, mas mês a mês vamos comentando sobre eles. Então se tem o Poker como Hobby e quer ser profissional, o primeiro passo é simplesmente tratar seu dia a dia de forma profissional, parece óbvio, mas essa disciplina e rotina pode e com certeza vai fazer muito bem para a sua lucratividade!